Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra

De onde vem o fôlego do agronegócio brasileiro?

De onde vem o fôlego do agronegócio brasileiro?

Para especialistas, ganho de produtividade está ligado ao apoio técnico dos profissionais da agronomia e da engenharia

agro voo

Voo do agronegócio é fruto da constante qualificação e atuação dos profissionais ligados à agropecuária

Responsável por resultados expressivos mesmo em período de recessão econômica, o agronegócio brasileiro tem como principal desafio seguir crescendo de forma sustentável. Para tanto, é preciso mais que tecnologia e clima favorável.

A constante qualificação e a atuação dos profissionais ligados à agropecuária, como engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas, têm papel fundamental no desenvolvimento da atividade, apontaram especialistas do setor durante o segundo capítulo da Websérie Crea-PR, transmitido na terça-feira (4) pelo Facebook da Gazeta do Povo.

O programa, que teve como tema “Do agronegócio à agroeconomia: a vocação natural do setor que impulsiona o PIB na crise”, compõe o projeto “Uma NOVA Engenharia para um NOVO Brasil”, uma iniciativa do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR).

Depoimentos

Para o vice-presidente da entidade, o engenheiro agrônomo Nilson Cardoso, “onde existe um profissional qualificado e atuante, alcançamos resultados ainda melhores de produtividade, manejo adequado do solo e uso correto de defensivos agrícolas, seja na agricultura familiar ou em grandes propriedades”, ressaltou logo após o debate.

Cardoso esteve ao lado do secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná (Seab), Norberto Ortigara, e do presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), José Roberto Ricken.

“Quase todo o resultado daquilo que colhemos se deve à tecnologia e ao modelo produtivo, e muito menos à força bruta e apenas à fertilidade natural do solo. Esse grande agronegócio brasileiro hoje vem de um conjunto de elementos, e do agricultor que tem muito mais capacidade de compreender e se apropriar [do conhecimento]. Não é à toa que avançamos em produtividade”, reforçou o secretário.

No caso das cooperativas, o apoio dos engenheiros agrônomos é indispensável para o sucesso da safra. “Não apenas pela orientação técnica, mas pela capacitação de todo o processo de produção: do momento certo de plantar, da variedade certa [de cultivo], do tratamento correto a ser adotado”, reforçou Ricken.

Ele destacou ainda o preparo do profissional agrônomo para orientar os produtores sobre quando comercializar os produtos, trazendo uma visão ampla de mercado à agricultura brasileira. “É um assunto muito oportuno para se discutir agora, pois estamos iniciando um novo Plano Safra. Precisamos conceder crédito no momento certo, com a orientação adequada, para que o produtor possa ter o melhor insumo, e fazer uma boa safra. Não basta ter crédito, tem que ter orientação”, completou Ricken.

Capacitação

Os especialistas também destacaram que, com os avanços técnicos e tecnológicos, será preciso investir ainda mais em capacitação.

“A qualificação é absolutamente necessária para obtermos resultados. Não adianta gerar conhecimento que não vai a campo. Queremos sempre o máximo de resultados em cada atividade, em cada metro quadrado cultivado, aviário, estábulo ou local em que fazemos alguma forma de produção da agricultura e da pecuária. Portanto, reforçamos cada vez mais a necessidade de termos gente qualificada”, sustenta o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná (Seab), Norberto Ortigara.

Fonte: Gazeta do Povo

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