Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra

Projeto que suspende passivo do Funrural será votado nas próximas semanas, garante Rodrigo Maia

Projeto que suspende passivo do Funrural será votado nas próximas semanas, garante Rodrigo Maia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pretende levar à votação em plenário, nas próximas três ou quatro semanas, o projeto de lei do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) que suspende o pagamento do passivo gerado pela cobrança do Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural).

rodrigo maiaEm visita a Mato Grosso do Sul nesse sábado (7), Rodrigo Maia falou sobre a tramitação da proposta do Funrural. “Vamos votar a urgência e trabalhar para aprovar o projeto nas próximas três ou quatro semanas”, afirmou Rodrigo Maia, em Campo Grande, onde participou de evento de filiação ao DEM. O deputado fez a declaração em vídeo gravado na cidade.

Pré-candidato à Presidência da República, Rodrigo Maia recebeu o pedido para pautar a votação do projeto de liderança ligado ao setor agrícola de MS. “O senador Ronaldo Caiado [DEM-GO] já tinha me pedido na semana passada e eu havia me comprometido a pautar. Agora estou reafirmando meu compromisso.”

Produtores não aceitam cobrança

A suspensão do pagamento do passivo do Funrural é a principal reivindicação do Manifesto Abril Verde e Amarelo, apoiado por 330 entidades do setor agrícola. Na última quarta-feira (4), as lideranças do movimento promoveram uma manifestação contra o Funrural, em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, com a participação de cerca de 8 mil produtores.

Um dos coordenadores nacionais do movimento, o presidente da Andaterra (Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra), Sérgio Pitt, garantiu ao AGROemDIAque não há a menor hipótese de os produtores rurais pagarem o passivo do Funrural.

“Uma coisa é você pagar o que deve, o que sempre fizemos, outra coisa é o Funrural. Os produtores só deixaram de recolher a contribuição, a partir de 2011, porque o Supremo Tribunal Federal [STF], por 11 votos a 0, declarou inconstitucional a cobrança. Não aceitamos isso agora”, ressaltou Sérgio Pitt, defendendo a necessidade de segurança jurídica em relação ao Funrural.

Fonte: Agro em dia