Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra

MST padece com a queda do PT do poder: grupo perdeu 90% dos militantes

MST padece com a queda do PT do poder: grupo perdeu 90% dos militantes

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) minguou em mais de 90% desde a queda dos governos do PT em 2016

O fracasso dos atos organizados pelos sindicatos do país no último Primeiro de Maio refletem a derrocada do movimento sindical no país, após a proibição da cobrança do imposto sindical obrigatório imposta pelo presidente Michel Temer. Mas os sindicatos não foram os únicos grupos políticos que tiveram as pernas quebradas durante a atual administração.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) minguou em mais de 90% desde a queda dos governos do PT em 2016. Ao retirar das mãos do grupo o poder de entregar títulos de propriedade, o governo acabou com o maior trunfo do MST para chantagear assentados. Sem o poder de entregar os títulos definitivos a beneficiários da reforma agrária, tarefa assumida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), os líderes do MST não conseguem mais obrigar assentados a participar de atos políticos, invasões e protestos. Apenas em 2017, o governo emitiu 123.553 títulos de posse, provisórios e definitivos. Um recorde histórico. Isto significa que o MST ficou sem poder de explorar 123.553 famílias, que deram uma banana para os líderes do movimento. Este ano, o governo já cumpriu quase metade da meta fixada para este ano, que é entregar 120 mil títulos de posse. Com os títulos em mãos, os agricultores podem obter linhas de crédito para financiar suas lavouras. Antes, estes documentos eram retidos pelos dirigentes do MST como forma de chantagear os assentados.MST crise

Há pelo menos dois anos, o MST não consegue manter por mais de uma semana uma invasão de terras em todo o país. Logo que assumiu, o presidente Michel Temer, por meio do então ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, determinou que os governos estaduais promovessem a desocupação imediata de propriedades invadidas.

A atmosfera começou a mudar no país ainda no mês de maio de 2016, quando Polícia Militar (PM) do Paraná, seguindo a nova orientação do governo Temer, acaba de cumpriu mandato de reintegração de posse da Fazenda Santa Maria, em Santa Terezinha de Itaipu, na região Oeste do estado. Os integrantes do MST foram expulsos do local por cerca de 500 policiais que seguiram para o local logo que receberam o mandato emitido pela Justiça.

Para tentar impedir a ação policial, manifestantes atearam fogo em dois veículos e fecharam os dois sentidos da BR-277. Os integrantes do Pelotão de Choque da PM logo conseguiram desobstruir a via, com o emprego de bombas de gás lacrimogênio e tiros com balas de borracha contra os participantes do protesto, que tentaram revidar jogando pedras.

O assessor de Assuntos Fundiários do Paraná, Amilton Serigueli, afirmou que a reintegração não foi ordenada pelo Governo do Estado e é de responsabilidade exclusiva da Polícia Militar. “Estávamos negociando uma reintegração pacífica, estávamos numa boa negociação. agora precisamos saber de onde veio essa ordem. Em 5 anos, é a primeira vez que acontece isso. Temos um acordo de convivência pacífica. De divergência sim, mas de violência não”, afirmou surpreso o representante dos interesses dos invasores, chocado com a nova política do governo federal. Desde então, as invasões de terra no país foram reduzidas em quase 100%. O MST não possui mais um mapa de invasões com pontos vermelhos espalhados por todo o território nacional.
Além de estabelecer um modelo de tolerância zero contra invasões, o governo cortou todos os repasses de dinheiro do contribuinte para o MST. Pouco antes da prisão do ex-presidente Lula, líder do movimento, João Pedro Stédile, prometeu promover invasões em massa em propriedades rurais em todo o país. Ficou só na promessa. Todas as tentativas foram frustradas pela ação da polícia ou por associações de produtores.

As queixas dos dirigentes do movimento são justificáveis. A atividade do MST era bastante lucrativa antes da queda do governo Dilma. Além do faturamento envolvendo negociações de terras, o grupo faturava alto com os repasses generosos dos governos do PT. Apenas durante os dois mandatos de Lula, o grupo teria recebido R$ 268,5 milhões, segundo o senador Ronaldo Caiado.

Os líderes do MST, CUT e outros movimentos controlados pelo PT viviam dentro do Palácio do Planalto negociando repasses milionários. Não é por acaso que, assim como os artistas mamadores da Lei Rouanet, os meios de comunicação órfãos das verbas de publicidade governamental e donos de grandes fortunas, o pessoal do MST e CUT nutrem verdadeiro ódio contra o presidente Temer, a quem chamam de golpista. De fato, Temer aplicou duros golpes nos braços e pernas políticas do PT ao longo destes últimos dois anos. O MST míngua e, assim como o PT, não deve resistir por muito tempo.

Fonte: Imprensa Viva

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