Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra

Produtor rural dos EUA denuncia fake news sobre os “agrotóxicos”

Produtor rural dos EUA denuncia fake news sobre os “agrotóxicos”

Antonio Pinho

Jay Hill, produtor rural dos EUA, denuncia uma fake news de que  a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (cuja sigla é EPA, em inglês), sob a administração Trump, estaria enfraquecendo as proibições para que os produtores rurais possam usar produtos químicos cancerígenos (defensivos agrícolas) em suas plantações.

Confira o vídeo:

Com certeza o alarmismo sobre o uso os defensivos agrícolas é uma das maiores fake news sobre a agricultura. Propagou-se o senso comum, cujas raízes se baseiam em dados falsos, de que os defensivos agrícolas envenenam as plantas, as quais depois envenenam as pessoas que as consomem. Os defensivos agrícolas seriam a causa de inúmeras enfermidades. Basta procurar por “agrotóxico” no Google e ver o número de notícias que demonizam os defensivos agrícolas.

Contudo, esse senso comum, construído por certos grupos ativistas, é falso. Em seu livro Agradeça aos agrotóxicos por estar vivo, Nicholas Vital resume bem essa mentira ao afirmar que os agrotóxicos são os remédios das plantas. Sem esses remédios, a taxa de perdas da agricultura seria imensamente maior. Na verdade, se a produtividade da agricultura vem crescendo enormemente nas últimas décadas, isso se deve em grande parte ao desenvolvimento de novos defensivos agrícolas. Em suma, sem os produtos químicos aplicados nas lavouras simplesmente não haveria comida para a população atual, e muitos mais estariam morrendo de fome. Se ainda hoje a fome é um problema em certas partes do mundo, sem os defensivos agrícolas esse problema teria proporções bem maiores.

No Brasil um fator ajuda a ampliar a desinformação. O termo agrotóxico aqui é uma imposição da lei, quando os termos certos são agroquímicos ou defensivos agrícolas. Ainda sobre o contexto brasileiro, Nicholas Vital denuncia a morosidade das entidades do governo, como a Anvisa, na aprovação de novos defensivos agrícolas. Este fato acaba gerando uma série de perdas no campo em que plantações são atacadas por pragas enquanto os defensivos que poderiam proteja-las não foram ainda liberados pelo governo.

Obviamente deve haver cautela para evitar o uso de químicos que afetem negativamente o meio ambiente. O que não pode haver, como há atualmente, é uma perseguição ideológica a produtos e tecnologias que são indispensáveis para a moderna produção industrial de alimentos. Sem tecnologia hoje seria impossível alimentar a atual população mundial.

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