Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra

Por defender o fim do passivo do Funrural, Andaterra sofre ataques e fake news

Por defender o fim do passivo do Funrural, Andaterra sofre ataques e fake news

O início da postagem no site “ o reacionário” é bem sugestiva: “Conheça melhor a ANDATERRA”. Sugiro a todos que receberem este tipo de fake news que façam isso.

José Alípio Fernandes da Silveira, produtor e vice-presidente da Andaterra – Divulgação

José Alípio Fernandes da Silveira, produtor e vice-presidente da Andaterra – Divulgação

Há muitos anos me afastei das reuniões de Sindicatos e associações porque achava que as lideranças deveriam ter mais postura naquilo que se propunham na defesa do produtor.

Acompanhei durante anos as grandes lideranças trabalharem a favor das agroindústria, indústrias de máquinas, multinacionais e negociações com governos fazendo arranjos nas leis trabalhistas e ambientais para ficarem com seus privilégios e ferrarem os produtores.

Finalmente conheci a ANDATERRA, uma associação que defende o produtor, que vive o problema do produtor, pois toda a diretoria é composta por produtores que se dedicam sem nenhuma remuneração, como deve ser, trabalho voluntário, com transparência e competência.

Contagiado por esta forma dinâmica de fazer com que tivéssemos realmente entidades que tivessem postura nos problemas do agro, que trabalhassem sem interesses próprios ou usando o produtor de moeda de troca como vinha acontecendo com CNA e Federações.

Com a injustiça do FUNRURAL acabei conhecendo muitas lideranças que podem fazer a diferença, e que através de suas associações e até de Sindicatos independentes fazem um trabalho com fidelidade e respeito aos produtores, e não concordam em serem cabresteados pela CNA.

Após quase 2 anos convivendo com estas lideranças fui convidado a fazer parte da diretoria da ANDATERRA, embora sem muito tempo para ajudar, aceitei com muito entusiasmo, e posso dizer que tenho orgulho de trabalhar para esta Associação.

Aqui trabalhamos com determinação e sempre firme contra as injustiças que alguns querem a qualquer custo colocar sobre os ombros dos produtores.

Quando leio fake news como esta, já percebo que muitos que dizem defender o agro estão ficando apavorados, por causa da internet não conseguem mais esconder o que realmente fazem, a mentira uma hora ou outra é escancarada, porém a verdade no final prevalece.

O pior para aqueles que através de fakes querem denegrir a imagem de quem trabalha sério, é que o movimento que está começando a criar força não é de uma só associação, é de várias e o principal é dos Produtores rurais, nasce nas bases que não aguentam mais terem seus problemas protelados dentro do Governo por informações levadas pelos falsos representantes.

O Governo foi blindado pela CNA e Federações, a única informação que vale para o MAPA é a dos falsos representantes. Precisamos que o Governo passe a ouvir os brasileiros que alimentam este País e deixar de acreditar naqueles que vieram apoiá-lo nos 45 do segundo tempo, e que fazem parte da velha política.

Vejam que na audiência pública do endividamento agricola, após eu afirmar que os produtores da base em especial os médios e pequenos não estavam sendo ouvidos, de imediato o representante do MAPA se manifestou dizendo que “ as lideranças nunca se pronunciaram sobre isto para o Ministério”.

Por isto sempre digo, se quisermos algo temos que nos unir e sermos representados por nós mesmos, participar mais ativamente das associações que trabalham com transparência, e que realmente fazem algo pela classe.
Aprendemos com o Presidente Bolsonaro que é possível reverter um quadro catastrófico, apenas sendo honestos e fiéis aos objetivos.

Vamos mudar o modo de sermos representados, avaliem o que é melhor, participar para que as mudanças que precisamos aconteçam, ou ficar apoiando entidades que pensam apenas em como se manter e estão enganando o Presidente e o induzindo a falhar em suas promessas de campanha, afinal qual o interesse destes que cercam nosso Capitão ?
Que mentem dizendo que o endividamento agrícola não é o que as bases anunciaram?
Que ainda após 6 tentativas fracassadas de reabertura pregam um Refis do passivo Funrural como solução para os produtores.

A quem servem estes líderes?

O Brasil está mudando e precisamos ser representados no mínimo com clareza, a turma das Federações CNA e mais algumas lideranças a eles vinculadas são acostumadas a acordos em corredores sombrios como o que fizeram com o FUNRURAL. Muita coisa vai vir à tona com a CPI do Funrural, temos que nos unir e dar força aos Deputados que estão se empenhando para abrir esta caixa preta.

Confio no Presidente Bolsonaro, temos que preservá-lo, jamais teremos outro igual.
“ E CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ “
João 8:32

José Alípio da Silveira
Produtor rural e Vice Presidente da ANDATERRA

Entenda o caso

Por Antonio Pinho

Nos últimos dias as páginas da Andaterra e de Jeferson Rocha, diretor jurídico da instituição, sofreram ataques de perfis fakes que fazem acusações injuriosas contra a associação e alguns de seus membros.

Também têm circulados algumas fake news sobre a Andaterra em relação a sua atuação pelo fim do passivo do Funrural. Uma mensagem que tem circulado no Whatsapp afirma sobre a Andaterra que “eles [os membros da Andaterra] prometem que você [produtor rural] não precisará pagar o Funrural mas é ouro de tolo!” Na mesma mensagem afirma-se que “vão levar o seu dinheiro e no final vão te deixar endividado e com problemas na justiça”. Na verdade esta mensagem não condiz com os fatos e a atuação da Andaterra desde 2017 em relação ao passivo do Funrural, criado pelo julgamento do STF. Atuando em Brasília, e com o apoio de parlamentares como o deputado Jerônimo Goergen, a Andaterra tem conseguido fazer avançar a pauta pelo fim da cobrança do passivo. É o caso da aprovação da Resolução do Senado Nº 15/2017, pela qual a Andaterra trabalhou. Para o renomado jurista Ives Gandra Martins, esta resolução já admite a improcedência da cobrança do passivo do Funrural. O PL 9252 também é fruto da atuação da Andaterra, e o governo deu sinalizações de que concorda em linhas gerais com o conteúdo deste PL.

Logo após o STF aprovar a constitucionalidade do Funrural em 2017, a CNA emitiu nota em apoio a cobrança do passivo, o que desde então tem gerado a revolta de muitos produtores, que afirmam não se sentirem mais representados por esta entidade. Tal revolta resoltou em movimentos como o Abril Verde e Amarelo, que reuniu mais de 10 mil produtores em Brasília, em abril de 2018. Desta manifestação nasceu o Movimento Brasil Verde e Amarelo, formado por produtores rurais, cuja pauta inclui o fim do passivo do Funrural. Desde então a CNA não mudou sua posição oficial sobre o Funrural.

Cabe ressaltar que parte dos recursos arrecadados com o Funrural, vão para o SENAR e financiam a existência da CNA. Com isso muitos produtores entenderam que o apoio a CNA pela cobrança do Funrural é, na verdade, o apoio a sua própria fonte de recursos, os quais são obtidos de forma compulsória por meio de imposto.

Tem havido um debate entre produtores de que um melhor modelo seria que tais contribuições, como SENAR, fossem facultativas, tal como hoje é o imposto sindical. Os produtores passariam a contribuir com as associações e entidades com as quais se identificam.