Alta da soja e dólar promovem nova onda de vendas

O dólar que ontem subia mais de 1% frente ao real hoje já faz seus ajustes e opera em queda no início da tarde desta terça-feira (6). A 12h20 (horário de Brasília), a divisa perdia 0,12% e valia R$ 3,28. Na contramão, porém, as cotações da soja na Bolsa de Chicago registravam uma sessão positiva e os ganhos entre os principais contratos, no mesmo momento, variavam de 6,75 a 8,75 pontos. 

O contrato julho/17, o mais negociado ainda, recuperava os US$ 9,30 por bushel, enquanto o novembro/17, referência para a safra americana, era cotado a US$ 9,34. Assim, os preços da soja nos portos do Brasil acompanhavam o avanço. Em Rio Grande, o produto disponível subia 0,73% para R$ 69,00 por saca, e o da safra nova, 0,55% para R$ 73,00.

Embora ainda em ritmo mais lento do que o normal para esta época, os negócios têm evoluído melhor neste início de semana, segundo relata o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. Na segunda, os preços foram motivados pela boa alta do dólar e hoje, pela puxada em Chicago.

Os valores oscilando entre R$ 69,00 e R$ 70,00 nos portos têm se mostrado mais atrativo para os produtores brasileiros, para que ao menos sejam feitas algumas médias. Com prazos de pagamento de algo entre 20 e 30 dias, as referências ainda contam com mais R$ 0,50/saca, ainda como explica Brandalizze. “Nesses níveis, os produtores estão mais propensos às vendas”, afirma o consultor. “E hoje, portanto, deve ser mais um dia de bons e novos negócios”, completa.

Bolsa de Chicago

Em Chicago, ganham mais espaço ainda as especulações sobre o clima no Meio-Oeste americano para as altas registradas no pregão desta terça. “O clima pode não ser tão favorável para as lavouras nesta próxima semana e hoje, o lado de cima (do mercado parece mais atrativo”, explica Brandalizze.

Os Estados Unidos já têm o plantio da soja quase finalizado – concluído em 83% da área até o último domingo (4) – e as lavouras, ainda segundo o consultor, precisariam de um cenário ideal de clima depois das adversidades – em alguns pontos do Corn Belt, em função do excesso de chuvas – para um bom início de desenvolvimento.

“Depois do encharcamento dos solos, as próximas semanas podem ser de chuvas irregulares e temperaturas mais altas, o que não é o ideal para este momento”, afirma Brandalizze.

E como explicou o diretor da Labhoro Corretora, Ginaldo Sousa, a conclusão do plantio nos EUA pode ocorrer bem antes da conclusão da janela ideal de plantio, o que acabaria expondo as lavouras a um risco maior. “Se tivermos um clima irregular pela frente, pode ser complicado porque haverá uma grande área de plantio concentrada em uma mesma época”, diz.

Segundo explicam analistas internacionais, as cotações se apoiam ainda nas últimas informações positivas sobre a demanda – com o anúncio de novas vendas da safra 2016/17 nesta segunda (5) – e no posicionamento dos traders antes do novo reporte mensal de oferta e demanda que o USDA traz na próxima sexta-feira, 9 de junho.

De acordo com as estimativas da consultoria internacional Allendale, os estoques americanos da safra velha poderiam ser reduzidos e passar de 11,84 milhões para 11,81 milhões de toneladas. Já os da safra nova, por outro lado, podem subir de 13,06 milhões para 13,96 milhões de toneladas.

Fonte: Notícias Agrícolas

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