NOTA DE REPÚDIO ao curso da UFSC com conteúdo ligado ao MST

Nota de Repúdio

A Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra (Andaterra) vem a público manifestar seu repúdio à realização do curso promovido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) cujo título é “Reforma Agrária Popular, Agroecologia e Educação do Campo: alimentação e educação no enfrentamento ao agronegócio e às pandemias“.

É de conhecimento notório que, infelizmente, o debate da Reforma Agrária foi monopolizado por grupos criminosos e até mesmo terroristas, como o MST. O conteúdo do referido curso promovido pela UFSC está alinhado à ideologia criminosa do MST. Trata-se claramente de um curso voltado contra o agronegócio e para a formação de agentes subversivos, fato que por si só tem grande potencial danoso para a sociedade brasileira a médio e longo prazo. É um curso voltado para enfrentar o agro nacional e, neste processo, ir implantado uma agenda comunista no campo.

É com grande indignação que nós, produtores rurais, vemos o dinheiro público – o qual é em boa parte arrecadado com os impostos pagos pelos produtores rurais – sendo gasto em tais iniciativas nocivas que visam atacar os princípios universais da economia de mercado, e formar quadros para grupos de extrema-esquerda, ou mesmo grupos criminosos que promovem ações de terror no campo com as invasões de terra.

A universidade é uma instituição que deve usar o dinheiro público para o bem público, e não para o benefício de certos grupos político-ideológicos radicais. A universidade deve promover a cultura, a formação profissional e intelectual e o avanço da ciência, e não a divulgação de ideologias políticas radicais que são abertamente danosas, ou mesmo genocidas. A ideologia defendida por grupos como o MST levou a fome nos diversos países em que se destruiu a economia de mercado para a implementação de uma economia planificada e centralizada nas decisões dos políticos do partido comunista. Dezenas de milhões de pessoas morreram simplesmente porque ao homem do campo foi tirada a liberdade para produzir e vender os alimentos que produziu.

É chocante que, com tantas provas históricas do fracasso dessas ideologias radicais, uma universidade federal esteja ensinando ideias que, além de antiquadas, apenas promovem a violência no campo, a escassez de alimentos, a miséria e a manutenção de formas totalitárias de governo.

Esperamos que o Ministério da Educação tome as medidas cabíveis aos envolvidos na realização deste curso, e que desenvolva mecanismos institucionais que impeçam o uso político-ideológico das universidades federais.

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