Vandalismo do MST na sede da Aprosoja causa indignação nacional

Por Antonio Pinho

Na manhã do último dia 14 a sede da Aprosoja de Brasília foi alvo de vandalismo por parte de integrantes do MST e da Via Campesina. Este ato de depredação causou repercussão nacional, revoltando grande número de pessoas que criticaram, em suas redes sociais, o ato que foi classificado por muitos como terrorismo.

Luciano Hang, proprietário da Havan, compartilhou o vídeo da ação do MST em suas redes sociais e colocou a legenda de “terrorismo”, sinalizando que a ação contra a Aprosoja foi, na verdade, não apenas um ato de vandalismo, mas sim uma ação terrorista. A deputada federal Carla Zambelli também classificou como terrorismo a depredação da sede da Aprosoja.

Jeferson Rocha, produtor rural e liderança do Movimento Brasil Verde e Amarelo, destacou que existem dois projetos de lei que, caso aprovados, poderão coibir as ações de grupos como o MST. O PL 6123/2016 prevê o aumento de pena para o crime de esbulho possessório, que é a invasão de terras. O outro projeto de lei destacado por Jeferson Rocha é o PL 9604/2018, de autoria do deputado federal Jerônimo Goergen, o qual “dispõe sobre o abuso do direito de articulação de movimentos sociais, destinado a dissimular atuação terrorista”. Na prática este PL tipifica as invasões de terra como atos de terrorismo. “É fundamental que toda sociedade civil organizada pressione os parlamentares, deputados federais e senadores, para que aprovem imediatamente em regime de urgência normas que alterem do Código Penal brasileiro, projetos de lei que estão lá engavetados”, comentou Jeferson Rocha em sua defesa dos projetos que aumentam a pena para o crime de invasão de terra e o trata como terrorismo.

“Eu queria aqui desafiar o ministro Alexandre de Moraes, ou qualquer outro ministro do Supremo Tribunal Federal, a expedir mandado de prisão a estes integrantes [do MST]”, declarou Frederico D’Ávila, deputado estadual de São Paulo, na tribuna da Alesp, em referência às prisões de ativistas conservadores determinadas por Moraes sob a acusação de promoção de “atos antidemocráticos”.

Entidades do agro também vieram a público repudiar o vandalismo à sede da Aprosoja. A Andaterra, em nota oficial, afirmou que “estas ações violentas da esquerda devem, urgentemente, ser enquadradas na lei de segurança nacional, por constituírem, estes sim, verdadeiros atos antidemocráticos, ao passo que constrangem, com violência e grave ameaça, associações de classe legitimamente constituídas e seus associados.”

“Além disso, esperamos que a classe política, Câmara e Senado, notadamente a Frente Parlamentar da Agropecuária, dê uma resposta a sociedade, aprovando o PL 9604/2018 que equipara atos dessa natureza a terrorismo e que a pena prevista pelo crime de esbulho possessório, contida no artigo 161 do CP, seja majorada e o crime passe a ser de ação pública incondicionada, a fim de que situações como essa jamais se repitam em nosso país”, completa a nota da Andaterra.

O Sindicato dos Produtores Rurais de Campo Florido também emitiu nota de repúdio na qual afirmou que a sede da Aprosoja foi atacada por “marginais, que depredaram o local, que é referência para os produtores rurais que tanto colaboram para o desenvolvimento e para o poder nacional. Repudiamos com veemência este ato terrorista e pedimos às autoridades a prisão imediata dos responsáveis”.

O deputado federal Jerônimo Goergen afirmou que solicitou à Polícia Federal que “investigue e puna os invasores e depredadores” da Aprosoja de Brasília.

Em sua última live de quinta-feira, o presidente Bolsonaro recordou que em seu mandato os produtores rurais obtiveram a posse estendida de arma, com a qual passaram a ter o direito de circular em toda extensão da propriedade com sua arma. Tal medida constitui uma conquista para os produtores que obtiveram mais segurança jurídica na proteção da segurança em suas propriedades.

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